Rebobine a fita da história do consumo.

Tivemos uma grande primeira fase: a de produção. Com a Revolução Industrial, as grandes fábricas só pensavam em criar grandes quantidades de produtos, e só. Não havia uma preocupação muito grande em vender: o foco era apenas produzir no nível máximo. É claro, isso levou a diversos problemas como a exploração do trabalho humano.

Após esse momento na história, mais ou menos a partir dos anos 50 começa o período onde o pessoal das fábricas percebe que precisa de táticas para vender. Começam os amplos estudos de mercado, se estendendo até o fim do séc. XX e trazendo as clássicas ferramentas do marketing. Nesse momento, criava-se uma abundância de produtos e serviços.
Hoje, com a chegada e consolidação da Internet, vivemos em rede. E isso quer dizer relacionamento.

As grandes marcas estudaram, reuniram pesquisas e analisaram cases, como a Disney. O consenso é o seguinte: o público não busca mais um produto, mas uma experiência. Ora, se temos concorrentes para todos os produtos e serviços, o que de fato diferencia a escolha X da escolha Y?

É essencial que você acredite no seu produto. Mas não tenha a ingenuidade de acreditar que ele se sustenta por si mesmo. Mesmo sendo uma marca de altíssimo valor agregado, a Apple nunca deixa de transformar cada lançamento de produto em uma verdadeira notícia.

Os estoques são calculadamente organizados para que filas se formem e, uma semana antes, filas se formem para conseguir um produto inovador em primeira mão.

Nós passamos da fase de abundância, passamos da fase da persuasão: agora queremos surpresas. E não há nada mais eficaz para a construção de interesse do que a surpresa.

Pra conquistar a atenção do seu público, a moeda de troca fica a cargo da superação de expectativa.

Como você surpreende seu cliente?

Da loja virtual ao balcão, como você prova a ele que a sua proposta é a mais atrativa entre milhares?